Saúde da mulher · Menopausa e perimenopausa

Endocrinologista para menopausa em Florianópolis

A menopausa é uma fase natural, mas os sintomas não precisam ser enfrentados sem orientação. Com o Dr. José Albino, a avaliação considera ondas de calor, sono, humor, peso, ossos e coração para definir, com você, o tratamento mais adequado, com ou sem hormônios.

A Adriana responde pelo WhatsApp e orienta sobre agenda, valores e preparação.

Em resumo

  • A menopausa é a última menstruação, confirmada depois de 12 meses sem menstruar. Em geral, acontece entre 45 e 55 anos.
  • A perimenopausa pode começar alguns anos antes, com ciclos irregulares, ondas de calor e alterações do sono.
  • O tratamento é individual e pode combinar hábitos, opções não hormonais e terapia hormonal, quando indicada.
  • Antes de indicar hormônios, o médico avalia riscos cardiovasculares, de trombose e de câncer de mama.
  • Atendimento particular no Centro de Florianópolis e por telemedicina.

Perimenopausa, menopausa e pós-menopausa

O climatério é a transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da mulher. Dentro dele, três momentos costumam ser confundidos:

  1. PerimenopausaComeça alguns anos antes da última menstruação. Os ciclos ficam irregulares e os primeiros sintomas aparecem.
  2. MenopausaÉ a data da última menstruação, reconhecida depois de 12 meses seguidos sem menstruar.
  3. Pós-menopausaTodo o período depois da menopausa. Alguns sintomas melhoram com o tempo; outros, como a secura vaginal, podem persistir.

Quando a menopausa acontece antes dos 40 anos, fala-se em insuficiência ovariana prematura. Entre 40 e 45 anos, em menopausa precoce. Nesses casos, a avaliação é ainda mais importante, porque a falta de estrogênio por mais tempo afeta ossos, coração e qualidade de vida.

Sintomas mais comuns da menopausa

Cada mulher atravessa essa fase de um jeito. Os sintomas variam em intensidade e duração e podem começar ainda na perimenopausa:

  • Ondas de calor (fogachos) e suores noturnos, os sintomas vasomotores mais conhecidos.
  • Sono ruim, com dificuldade para dormir ou despertares durante a noite.
  • Alterações de humor, irritabilidade, ansiedade e sensação de esgotamento.
  • Dificuldade de concentração e falhas de memória no dia a dia.
  • Secura vaginal, ardência e dor na relação, que fazem parte da síndrome geniturinária da menopausa, além de urgência para urinar e infecções urinárias de repetição.
  • Diminuição da libido.
  • Mudanças no corpo, como aumento da gordura abdominal, perda de massa muscular e dores articulares.

Nem todo sintoma dessa fase vem dos ovários. Alterações da tireoide, anemia, deficiências nutricionais, depressão e efeitos de medicamentos produzem queixas parecidas e fazem parte da investigação.

Por que procurar um endocrinologista na menopausa

A queda do estrogênio não muda apenas o ciclo menstrual. Ela interfere no metabolismo de gorduras e açúcares, na distribuição da gordura corporal, na massa óssea e no risco cardiovascular. O endocrinologista olha para esse conjunto.

Na prática, a consulta com o Dr. José Albino une o cuidado com os sintomas e a prevenção: avalia peso e composição corporal, glicemia e colesterol, função da tireoide e saúde dos ossos, e conversa sobre sono, alimentação e atividade física. O acompanhamento ginecológico de rotina, com os exames preventivos, continua com o ginecologista, e os dois cuidados se complementam.

Como é a avaliação na consulta

A primeira consulta pode durar até cerca de 1h30. Esse tempo permite entender a história com calma:

  • Como estão os ciclos, quando começaram os sintomas e quanto eles atrapalham a rotina.
  • Histórico pessoal e familiar de trombose, infarto, AVC, câncer de mama e osteoporose.
  • Medicamentos, suplementos e tratamentos hormonais já usados.
  • Exames anteriores e, quando indicados, novos exames, como perfil metabólico, avaliação da tireoide e densitometria óssea.

Em mulheres acima de 45 anos com sintomas típicos, o diagnóstico da perimenopausa e da menopausa costuma ser clínico. Dosagens hormonais nem sempre são necessárias e, na perimenopausa, variam bastante de um mês para outro.

Opções de tratamento da menopausa

O plano é construído com a paciente, de acordo com os sintomas, as preferências e o perfil de risco. As principais frentes são:

Estilo de vida

Atividade física regular, com exercícios de força, alimentação baseada em alimentos pouco processados, menos álcool, não fumar e cuidar do sono ajudam nos sintomas e protegem ossos, músculos e coração. Conheça a abordagem de estilo de vida.

Terapia hormonal

É o tratamento mais eficaz para ondas de calor e suores noturnos. Usa estrogênio, por via oral ou pela pele (adesivo ou gel), associado a um progestagênio quando a mulher tem útero, para proteger o endométrio. Para sintomas vaginais isolados, existem opções locais em baixa dose. Entenda como funciona a reposição hormonal e o que são os hormônios bioidênticos.

Tratamentos não hormonais

Quando os hormônios não são indicados ou não são desejados, alguns medicamentos sem hormônios reduzem as ondas de calor. A terapia cognitivo-comportamental também tem evidência para melhorar ondas de calor, sono e humor nessa fase.

Quem pode fazer terapia hormonal

As sociedades internacionais de menopausa consideram que, para mulheres com menos de 60 anos ou com menos de 10 anos de menopausa e sem contraindicações, os benefícios da terapia hormonal para sintomas incômodos costumam superar os riscos. Fora dessa janela, a decisão exige ainda mais cautela.

Algumas situações contraindicam o uso ou pedem avaliação especial, como câncer de mama atual ou prévio, doença coronariana, AVC, trombose venosa, doença hepática ativa e sangramento vaginal sem diagnóstico. Por isso a indicação nunca é automática: depende da história de cada mulher e é revista periodicamente.

Ossos, coração e metabolismo depois da menopausa

Nos primeiros anos após a menopausa, a perda de massa óssea se acelera, o que aumenta o risco de osteoporose e fraturas. O colesterol LDL tende a subir, a gordura se concentra mais no abdômen e a sensibilidade à insulina pode diminuir.

O acompanhamento com endocrinologista inclui a prevenção desses riscos: avaliação da densidade óssea quando indicada, cálcio e vitamina D adequados, exercícios de força e equilíbrio e controle do colesterol, da glicemia e do peso.

Tratamento da menopausa em Florianópolis e por telemedicina

O Dr. José Albino atende no Centro de Florianópolis, na Rua Vítor Konder, e por teleconsulta para mulheres de outras cidades. A consulta presencial permite exame físico e bioimpedância, quando indicada. Para conhecer o atendimento completo, veja a página do endocrinologista em Florianópolis.

O Dr. José Albino também mantém um site dedicado à menopausa, com conteúdos complementares sobre o tema.

Perguntas frequentes

Qual médico procurar na menopausa: ginecologista ou endocrinologista?

Os dois podem cuidar da menopausa. O ginecologista acompanha a saúde ginecológica e os exames preventivos. O endocrinologista tem foco nos hormônios e no metabolismo, o que ajuda quando há também questões de peso, glicemia, colesterol, tireoide ou ossos. Muitas mulheres se beneficiam do acompanhamento conjunto.

Preciso de exame de sangue para saber se estou na menopausa?

Nem sempre. Acima dos 45 anos, com sintomas típicos e alterações do ciclo, o diagnóstico costuma ser clínico. Exames hormonais ajudam em situações específicas, como suspeita de menopausa antes dos 45 anos, uso de anticoncepcional hormonal ou retirada do útero.

Toda mulher precisa fazer reposição hormonal na menopausa?

Não. A terapia hormonal é uma opção para quem tem sintomas que atrapalham a qualidade de vida e não tem contraindicações. Muitas mulheres passam por essa fase apenas com mudanças de hábitos ou com tratamentos não hormonais.

A terapia hormonal aumenta o risco de câncer de mama?

O risco depende do tipo de hormônio, da dose, da via, do tempo de uso e das características de cada mulher. A combinação de estrogênio com progestagênio por vários anos se associa a um pequeno aumento de risco, que precisa ser pesado contra os benefícios. Por isso a decisão é individual, com mamografia em dia e reavaliação periódica.

Por quanto tempo posso fazer o tratamento?

Não existe um prazo fixo igual para todas. A dose e a continuidade são reavaliadas ao longo do acompanhamento, considerando sintomas, idade, riscos e a vontade da paciente.

A menopausa engorda?

A queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura no abdômen, e a idade reduz a massa muscular. Sono ruim e menos atividade física também contam. A terapia hormonal não é tratamento para emagrecer, mas o acompanhamento ajuda a cuidar da composição corporal e do metabolismo.

Posso tratar a menopausa por telemedicina?

Sim, em muitos casos. A teleconsulta permite avaliar sintomas, exames e tratamento. Quando o exame físico ou a bioimpedância forem importantes, a consulta presencial em Florianópolis pode ser recomendada.

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Referências

Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. José Albino Lopez Bello, médico endocrinologista, CRM-SC 14653, RQE 11491. Atualizado em . Informativo; não substitui a consulta.