O que a bioimpedância mede
O aparelho faz passar pelo corpo uma corrente elétrica fraca e mede a resistência que ela encontra. Como músculos e tecidos com muita água conduzem melhor a corrente do que a gordura, equações validadas transformam essa medida em estimativas de:
- Massa de gordura e percentual de gordura corporal.
- Massa livre de gordura, que inclui músculos, órgãos e ossos.
- Água corporal total.
- Em alguns aparelhos, a distribuição por segmentos do corpo e o ângulo de fase.
São estimativas. O valor exato muda de um aparelho para outro, por isso a comparação ao longo do tempo deve ser feita no mesmo equipamento e nas mesmas condições.
Por que o peso sozinho não conta toda a história
Duas pessoas com o mesmo peso e o mesmo IMC podem ter composições muito diferentes. Na menopausa, por exemplo, é comum perder músculo e ganhar gordura abdominal sem grande mudança na balança. Durante a perda de peso, com ou sem medicamentos, acompanhar a massa magra ajuda a ajustar a alimentação e os exercícios para preservar músculos.
Por isso a bioimpedância entra como mais uma informação no acompanhamento de obesidade, menopausa, diabetes e outras condições metabólicas.
Como se preparar para o exame
Como a hidratação interfere na leitura, algumas orientações tornam o resultado mais confiável. As instruções exatas são enviadas pela clínica no agendamento, mas, em geral:
- Evite refeições volumosas nas horas que antecedem o exame.
- Não pratique exercícios intensos no dia do exame.
- Evite bebidas alcoólicas na véspera.
- Esvazie a bexiga antes da medida.
- Use roupas leves e retire objetos metálicos, se solicitado.
- Para quem menstrua, a fase do ciclo pode alterar a retenção de líquidos.
Avise a equipe se você usa marca-passo ou desfibrilador implantado ou se está grávida. Nesses casos, o exame pode não ser indicado.
Limitações do exame
A bioimpedância é útil para acompanhar tendências, mas não substitui a avaliação clínica. Desidratação, retenção de líquido, inchaço e alguns medicamentos podem distorcer os números. Para medir massa óssea, o exame indicado é a densitometria; para composição corporal com mais precisão, a referência é a absorciometria por raios X de dupla energia (DXA), usada em situações específicas.
Como o resultado é usado na consulta
No consultório do Dr. José Albino, no Centro de Florianópolis, a bioimpedância é feita na consulta presencial quando ajuda a decidir ou acompanhar o tratamento. O resultado é discutido junto com exames, hábitos e objetivos, e as próximas medidas são combinadas conforme a necessidade, em geral com intervalo de alguns meses.
Para saber como funciona a consulta com o endocrinologista em Florianópolis, fale com a Adriana.
Perguntas frequentes
A bioimpedância dói?
Não. A corrente é de baixíssima intensidade e não é percebida. O exame leva poucos minutos.
Quem não pode fazer bioimpedância?
Pessoas com marca-passo ou desfibrilador implantado e gestantes devem avisar a equipe antes, porque o exame pode não ser indicado.
Precisa estar em jejum?
Em geral, recomenda-se evitar refeições volumosas antes do exame. A clínica envia as orientações específicas ao agendar.
A bioimpedância substitui a densitometria ou a DXA?
Não. A densitometria avalia a massa óssea, e a DXA mede a composição corporal com mais precisão. A bioimpedância é prática para acompanhar a evolução no consultório.
De quanto em quanto tempo repetir?
Depende do objetivo. Em acompanhamentos de perda de peso ou de mudança de hábitos, o intervalo costuma ser de alguns meses, sempre nas mesmas condições.
Posso fazer bioimpedância na teleconsulta?
Não. O exame precisa do aparelho e é feito na consulta presencial em Florianópolis.
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Referências
Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. José Albino Lopez Bello, médico endocrinologista, CRM-SC 14653, RQE 11491. Atualizado em . Informativo; não substitui a consulta.