Diabetes · Glicemia e resistência à insulina

Diabetes e pré-diabetes em Florianópolis

Diabetes e pré-diabetes pedem um cuidado contínuo, que vai além do número da glicemia. Com o Dr. José Albino, o acompanhamento define metas individuais, ajusta o tratamento e cuida da prevenção de complicações nos olhos, rins, nervos e coração.

A Adriana responde pelo WhatsApp e orienta sobre agenda, valores e preparação.

Em resumo

  • Diabetes: glicemia de jejum de 126 mg/dL ou mais, hemoglobina glicada de 6,5% ou mais, ou glicemia de 200 mg/dL ou mais duas horas após a sobrecarga de glicose.
  • Pré-diabetes: glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%.
  • Resultados alterados precisam ser confirmados em novo exame, salvo quando há sintomas claros.
  • No pré-diabetes, mudanças de hábitos reduzem de forma importante o risco de evoluir para diabetes.

Tipos de diabetes

  • Diabetes tipo 2: o mais comum. Envolve resistência à insulina e redução progressiva da produção de insulina. Excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar aumentam o risco.
  • Diabetes tipo 1: doença autoimune em que o pâncreas deixa de produzir insulina. O tratamento com insulina é indispensável.
  • Diabetes gestacional: surge na gravidez e exige acompanhamento próximo. Aumenta o risco de diabetes tipo 2 no futuro.
  • Outros tipos: causados por medicamentos, doenças do pâncreas ou alterações genéticas.

Como é feito o diagnóstico

Critérios usados no Brasil (Sociedade Brasileira de Diabetes, atualização de 2024)
ExameNormalPré-diabetesDiabetes
Glicemia de jejumMenor que 100 mg/dL100 a 125 mg/dL126 mg/dL ou mais
Hemoglobina glicada (HbA1c)Menor que 5,7%5,7% a 6,4%6,5% ou mais
Glicemia 1 hora após sobrecarga de glicoseMenor que 155 mg/dL155 a 208 mg/dL209 mg/dL ou mais
Glicemia 2 horas após sobrecarga de glicoseMenor que 140 mg/dL140 a 199 mg/dL200 mg/dL ou mais

Em pessoas sem sintomas, um resultado alterado deve ser confirmado com novo exame. Glicemia casual de 200 mg/dL ou mais, com sintomas como sede excessiva, muita urina e perda de peso, também confirma o diagnóstico. A medida de 1 hora no teste de tolerância à glicose foi incorporada pela Sociedade Brasileira de Diabetes em 2024.

Pré-diabetes e resistência à insulina

O pré-diabetes indica que a glicose já está acima do normal, mas ainda não no nível do diabetes. É um alerta valioso: nessa fase, perder peso, mexer mais o corpo, dormir melhor e ajustar a alimentação reduzem de forma importante o risco de evoluir para diabetes, e muitas pessoas voltam a ter exames normais.

A resistência à insulina, que costuma acompanhar o excesso de gordura abdominal, faz o pâncreas trabalhar mais para manter a glicose controlada. Ela se associa a triglicerídeos altos, HDL baixo, gordura no fígado e pressão alta. A avaliação olha para esse conjunto, e não para um exame isolado.

Tratamento e metas

O tratamento combina alimentação, atividade física, sono e medicamentos, quando necessários. Hoje existem várias classes de remédios, como a metformina, os inibidores de SGLT2, os agonistas do GLP-1 e as insulinas, e algumas também protegem coração e rins. A escolha considera o perfil de cada pessoa.

As metas são individuais. Para muitos adultos, a hemoglobina glicada abaixo de 7% é o alvo, mas idosos, pessoas com outras doenças ou com risco de hipoglicemia podem ter metas diferentes. Pressão arterial e colesterol também fazem parte do controle.

Prevenção de complicações

O acompanhamento inclui exames periódicos para identificar cedo alterações que ainda podem ser tratadas:

  • Fundo de olho, para avaliar a retina.
  • Função dos rins, com creatinina e pesquisa de albumina na urina.
  • Exame dos pés, para avaliar sensibilidade e circulação.
  • Perfil de colesterol e pressão arterial.

Acompanhamento de diabetes em Florianópolis

A consulta com o Dr. José Albino, no Centro de Florianópolis, revisa exames, medicamentos, registros de glicemia e rotina. Leve seus exames recentes e, se tiver, os registros do glicosímetro ou do sensor. O acompanhamento também pode ser feito por telemedicina. Conheça o atendimento do endocrinologista em Florianópolis.

Perguntas frequentes

Pré-diabetes tem cura?

O pré-diabetes pode regredir. Perda de peso, atividade física e alimentação adequada fazem muitas pessoas voltarem a ter exames normais, desde que as mudanças sejam mantidas.

Glicemia de jejum de 110 é diabetes?

Não. Um valor entre 100 e 125 mg/dL indica glicemia de jejum alterada, uma forma de pré-diabetes. O resultado deve ser avaliado junto com outros exames.

Quem tem diabetes tipo 2 vai precisar de insulina?

Nem sempre. Muitas pessoas controlam o diabetes com hábitos e remédios, orais ou injetáveis, sem insulina. Quando ela é necessária, não significa fracasso do tratamento.

Quais exames devo levar à consulta?

Glicemia, hemoglobina glicada, função dos rins, colesterol e outros exames recentes, além da lista de medicamentos e dos registros de glicemia, se houver.

Endocrinologista ou clínico geral para tratar diabetes?

Os dois podem tratar. O endocrinologista é indicado quando há dificuldade de controle, uso de insulina, complicações, diabetes tipo 1 ou associação com outras condições hormonais e metabólicas.

Posso fazer o acompanhamento do diabetes por telemedicina?

Sim. A teleconsulta funciona bem para revisar exames, registros de glicemia e ajustes de tratamento. Algumas avaliações podem exigir consulta presencial.

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Referências

Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. José Albino Lopez Bello, médico endocrinologista, CRM-SC 14653, RQE 11491. Atualizado em . Informativo; não substitui a consulta.