Tipos de diabetes
- Diabetes tipo 2: o mais comum. Envolve resistência à insulina e redução progressiva da produção de insulina. Excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar aumentam o risco.
- Diabetes tipo 1: doença autoimune em que o pâncreas deixa de produzir insulina. O tratamento com insulina é indispensável.
- Diabetes gestacional: surge na gravidez e exige acompanhamento próximo. Aumenta o risco de diabetes tipo 2 no futuro.
- Outros tipos: causados por medicamentos, doenças do pâncreas ou alterações genéticas.
Como é feito o diagnóstico
| Exame | Normal | Pré-diabetes | Diabetes |
|---|---|---|---|
| Glicemia de jejum | Menor que 100 mg/dL | 100 a 125 mg/dL | 126 mg/dL ou mais |
| Hemoglobina glicada (HbA1c) | Menor que 5,7% | 5,7% a 6,4% | 6,5% ou mais |
| Glicemia 1 hora após sobrecarga de glicose | Menor que 155 mg/dL | 155 a 208 mg/dL | 209 mg/dL ou mais |
| Glicemia 2 horas após sobrecarga de glicose | Menor que 140 mg/dL | 140 a 199 mg/dL | 200 mg/dL ou mais |
Em pessoas sem sintomas, um resultado alterado deve ser confirmado com novo exame. Glicemia casual de 200 mg/dL ou mais, com sintomas como sede excessiva, muita urina e perda de peso, também confirma o diagnóstico. A medida de 1 hora no teste de tolerância à glicose foi incorporada pela Sociedade Brasileira de Diabetes em 2024.
Pré-diabetes e resistência à insulina
O pré-diabetes indica que a glicose já está acima do normal, mas ainda não no nível do diabetes. É um alerta valioso: nessa fase, perder peso, mexer mais o corpo, dormir melhor e ajustar a alimentação reduzem de forma importante o risco de evoluir para diabetes, e muitas pessoas voltam a ter exames normais.
A resistência à insulina, que costuma acompanhar o excesso de gordura abdominal, faz o pâncreas trabalhar mais para manter a glicose controlada. Ela se associa a triglicerídeos altos, HDL baixo, gordura no fígado e pressão alta. A avaliação olha para esse conjunto, e não para um exame isolado.
Tratamento e metas
O tratamento combina alimentação, atividade física, sono e medicamentos, quando necessários. Hoje existem várias classes de remédios, como a metformina, os inibidores de SGLT2, os agonistas do GLP-1 e as insulinas, e algumas também protegem coração e rins. A escolha considera o perfil de cada pessoa.
As metas são individuais. Para muitos adultos, a hemoglobina glicada abaixo de 7% é o alvo, mas idosos, pessoas com outras doenças ou com risco de hipoglicemia podem ter metas diferentes. Pressão arterial e colesterol também fazem parte do controle.
Prevenção de complicações
O acompanhamento inclui exames periódicos para identificar cedo alterações que ainda podem ser tratadas:
- Fundo de olho, para avaliar a retina.
- Função dos rins, com creatinina e pesquisa de albumina na urina.
- Exame dos pés, para avaliar sensibilidade e circulação.
- Perfil de colesterol e pressão arterial.
Acompanhamento de diabetes em Florianópolis
A consulta com o Dr. José Albino, no Centro de Florianópolis, revisa exames, medicamentos, registros de glicemia e rotina. Leve seus exames recentes e, se tiver, os registros do glicosímetro ou do sensor. O acompanhamento também pode ser feito por telemedicina. Conheça o atendimento do endocrinologista em Florianópolis.
Perguntas frequentes
Pré-diabetes tem cura?
O pré-diabetes pode regredir. Perda de peso, atividade física e alimentação adequada fazem muitas pessoas voltarem a ter exames normais, desde que as mudanças sejam mantidas.
Glicemia de jejum de 110 é diabetes?
Não. Um valor entre 100 e 125 mg/dL indica glicemia de jejum alterada, uma forma de pré-diabetes. O resultado deve ser avaliado junto com outros exames.
Quem tem diabetes tipo 2 vai precisar de insulina?
Nem sempre. Muitas pessoas controlam o diabetes com hábitos e remédios, orais ou injetáveis, sem insulina. Quando ela é necessária, não significa fracasso do tratamento.
Quais exames devo levar à consulta?
Glicemia, hemoglobina glicada, função dos rins, colesterol e outros exames recentes, além da lista de medicamentos e dos registros de glicemia, se houver.
Endocrinologista ou clínico geral para tratar diabetes?
Os dois podem tratar. O endocrinologista é indicado quando há dificuldade de controle, uso de insulina, complicações, diabetes tipo 1 ou associação com outras condições hormonais e metabólicas.
Posso fazer o acompanhamento do diabetes por telemedicina?
Sim. A teleconsulta funciona bem para revisar exames, registros de glicemia e ajustes de tratamento. Algumas avaliações podem exigir consulta presencial.
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Referências
Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. José Albino Lopez Bello, médico endocrinologista, CRM-SC 14653, RQE 11491. Atualizado em . Informativo; não substitui a consulta.