Dislipidemia e risco cardiovascular

Colesterol e triglicerídeos em Florianópolis

Colesterol alto não costuma dar sintomas, mas pesa no risco de infarto e AVC. Com o Dr. José Albino, o exame é interpretado junto com o risco cardiovascular de cada pessoa, as causas hormonais e metabólicas são investigadas e o tratamento é definido com metas claras.

A Adriana responde pelo WhatsApp e orienta sobre agenda, valores e preparação.

Em resumo

  • O LDL é a principal fração ligada ao risco de infarto e AVC; a meta depende do risco de cada pessoa.
  • Pela diretriz brasileira de 2025, o colesterol não HDL também é alvo do tratamento.
  • Hipotireoidismo, diabetes descompensado, alguns remédios e a menopausa podem elevar o colesterol.
  • Lipoproteína(a) a partir de 50 mg/dL é um fator que aumenta o risco cardiovascular.

Entendendo o exame de colesterol

  • LDL: transporta colesterol para os tecidos e, em excesso, se deposita na parede das artérias. É o principal alvo do tratamento.
  • HDL: participa da retirada de colesterol dos tecidos. Valores baixos se associam a maior risco, mas aumentar o HDL com remédios não reduziu eventos nos estudos.
  • Colesterol não HDL: soma todas as frações que podem se depositar nas artérias. É útil principalmente quando os triglicerídeos estão altos.
  • Triglicerídeos: gorduras que sobem com excesso de açúcares, álcool, resistência à insulina e diabetes descontrolado.
  • Lipoproteína(a): fração de origem genética. Na maioria das pessoas, basta medir uma vez na vida.

Na maioria dos casos, o exame pode ser feito sem jejum. O médico orienta quando o jejum é necessário, por exemplo, com triglicerídeos muito altos.

Risco cardiovascular e metas

Não existe um único valor de colesterol ideal para todos. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 classifica o risco cardiovascular em categorias, de baixo a extremo, e define metas de LDL e de colesterol não HDL para cada uma, além de uma redução mínima em relação ao valor inicial. Quanto maior o risco, mais baixa é a meta.

Entram nessa conta a idade, a pressão arterial, o tabagismo, o diabetes, a doença renal, o histórico familiar e eventos prévios, como infarto ou AVC. Por isso o mesmo resultado de LDL pode ser adequado para uma pessoa e alto para outra.

Causas hormonais e metabólicas

Antes de tratar, o endocrinologista investiga causas secundárias que elevam o colesterol ou os triglicerídeos:

  • Hipotireoidismo, que eleva o LDL.
  • Diabetes descompensado e resistência à insulina, que elevam os triglicerídeos.
  • Obesidade, consumo de álcool e sedentarismo.
  • Menopausa, fase em que o LDL tende a subir.
  • Doenças dos rins e do fígado e alguns medicamentos.

Quando o LDL é muito alto desde cedo, ou há infarto precoce na família, é preciso considerar a hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que pede tratamento precoce e avaliação dos familiares.

Tratamento

Alimentação com mais fibras e menos gorduras saturadas e ultraprocessados, atividade física regular, controle do peso, não fumar e moderar o álcool são a base. Quando o risco ou os valores pedem, entram os medicamentos, como as estatinas e outras classes que reduzem o LDL. A escolha e a dose dependem da meta definida para cada pessoa.

Para triglicerídeos altos, reduzir açúcares, farinhas refinadas e álcool costuma ter grande efeito. Valores muito altos exigem tratamento rápido, pelo risco de pancreatite.

Avaliação em Florianópolis

A consulta revisa seus exames, estima o risco cardiovascular e define as metas de forma compreensível. O atendimento é particular, no Centro de Florianópolis, e por telemedicina. Veja como funciona a consulta com o endocrinologista em Florianópolis.

Perguntas frequentes

Colesterol alto dá sintomas?

Na maioria das vezes, não. Por isso o exame de sangue periódico é importante, principalmente para quem tem fatores de risco.

Preciso de jejum para o exame de colesterol?

Em geral, não. O jejum pode ser pedido em situações específicas, como triglicerídeos muito altos.

Hipotireoidismo aumenta o colesterol?

Sim. O hipotireoidismo eleva o LDL, e o tratamento da tireoide costuma melhorar os valores. Por isso a tireoide é avaliada antes de iniciar remédios para colesterol.

Quem toma estatina precisa usar para sempre?

Na maioria dos casos, o tratamento é de longo prazo, porque o benefício depende da manutenção do LDL baixo. Qualquer mudança deve ser discutida com o médico.

A menopausa aumenta o colesterol?

Sim. O LDL tende a subir depois da menopausa, o que reforça a importância do acompanhamento nessa fase.

Triglicerídeos altos são perigosos?

Valores moderadamente altos indicam risco metabólico e cardiovascular. Valores muito altos aumentam o risco de pancreatite e precisam de tratamento rápido.

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Referências

Conteúdo médico de responsabilidade do Dr. José Albino Lopez Bello, médico endocrinologista, CRM-SC 14653, RQE 11491. Atualizado em . Informativo; não substitui a consulta.